segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Chico Antônio - O Coquista!!

Ainda jovem e contrariando a vontade do pai (que não o achava bom cantor), prosseguiu na lida de embolador.


"Venceu desafios com famosos cantadores de coco de sua região como Zé Fulô, Mané Matias, Cícero Matias, Antônio Matias, o preto João Perigoso, Domingos Gregório e outros. Seu trabalho tornou-se então uma referência para outros cantadores".
Em janeiro de 1929 esta
va trabalhando no Engenho Bom Jardim, quando foi levado a cantar para o poeta e escritor modernista Mário de Andrade, que estava de visita naquele lugar. O encontro entre os dois foi registrado por Mário de Andrade no livro "O turista aprendiz". Anos mais tarde, Chico Antônio foi tentar a vida no Rio de Janeiro, onde trabalhou em Bonsucesso, Botafogo e Jacarepaguá. Em seguida, retornou, para sua cidade natal, voltando a trabalhar na roça e a cantar cocos nos finais de semana. Embora sua arte continuasse a ser apreciada em sua região, caiu no esquecimento do resto do país".
"Teve nove composições, todas de autoria de Chico Antônio e Paulírio(seu parceiro), entre as quais "Boi tungão", "Onde vais, Helena", "Curió da beira-mar" e "Vou no mar". Em 1983, apresentou-se no programa "Som Brasil", da TV Globo, apresentado por Rolando Boldrin.Sendo um dos mais ilustres representantes do coco, foi o único que recebeu um estudo pormenorizado de sua obra, chegando a ser personagem de dois textos ficcionais de Mário de Andrade".
"Em 1995 teve o coco "Usina (tango no mango)", parceria com Paulírio, gravado pelo grupo pernambucano Mestre Ambrósio. Em 1997 foi homenageado pelo cantor e compositor pernambucano Antônio Nóbrega no show "Na pancada do ganzá".
(Fonte: Biografia Familiar do Coquista).

Sempre sinto saudade do corredor da casa da minha avó, onde o Senhor cantarolava durante a tarde inteira, todas essas canções anteriormente citadas, em seus últimos dias de vida. Para os meus primos menores, eras apenas um "personagem" que estava ali sentado e nada mais.

Uma música da
Ana Carolina e do Jorge Vercillo (Personagem), faz-me lembrar um pouco daquela época em que olhávamos para o corredor sempre animado e que hoje está vazio e mudo.

O meu dia de hoje está profundamente marcado pela saudade que você deixou em nós!